resenha de "A Estrada da Noite"

domingo, 4 de setembro de 2011


Escrito por: Joe Hill 
Editora: Arqueiro
Tradução: Mário Molina 
ISBN: 9788599296134



 Judas Coyne é uma lenda do rock. Com 54 anos de idade, leva uma vida sossegada, depois de ter vivido por muito tempo no estilo “sexo, drogas e rock n’ roll. Porém, mesmo tendo mudado, ele ainda guarda a sua coleção de artefatos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Muitos desses objetos chegaram á ele por meio de fãs e admiradores.


  Um dia seu assistente encontra um estranho leilão na internet: uma mulher esta vendendo o “fantasma” do padrasto. Jude não pensa duas vezes antes de oferecer 1.000 dólares pelo paletó assombrado do morto. Sua decisão foi automática e ele nem estava tão interessado em sua nova aquisição, até perceber que o espírito do antigo dono realmente estava o seguindo.


  O tal “fantasma” é Craddock McDermott padrasto de uma ex-namorada de Jude, que cometera suicídio logo após o fim do relacionamento. Não importa o que Jude faça Craddock esta sempre á espreita, o convidando para irem juntos á Estrada da Noite.

  Ao decorrer da trama acompanhamos Jude em sua fuga, juntamente com sua namorada gótica “Geórgia” (ele tem a mania de chamar suas namoradas pelo nome do estado de onde elas vieram).
Algumas coisas neste livro me irritaram bastante. Como, por exemplo, a maneira como o autor criou os personagens, nada verossímeis em minha opinião. O personagem principal é a maior prova disso, não seria possível ele ser mais estereotipado. Também me irritou o fato de ele ser totalmente indiferente as suas namoradas, e todas serem loucas por ele; em muitos momentos nos esquecemos que ele já tem 54 anos.

  A história do livro, as motivações dos personagens também não funcionaram muito comigo. Mas algumas passagens dão medo e só por isso já valeria a pena. Na verdade, quando pedi o livro para a editora não estava esperando nada de original e uma trama e personagens bem fundamentados, só me interessei por ser um livro de terror e pelo autor ser filho do Stephen King. Alias notei uma coisa bem interessante: quando li “O cemitério” de King fiquei impressionada com a maneira como ele criou os personagens, parecia que eu conhecia aquelas pessoas, acho que é por isso que ele faz tanto sucesso, seus livros e contos nos dão à impressão de que aquelas coisas poderiam acontecer conosco, entretanto foram poucos os momentos que eu tive medo de verdade, já neste livro de Joe Hill aconteceu o oposto, os personagens e a história não poderiam ser mais clichês, porem me deixou com medo várias vezes.

  Apesar de tudo, eu me diverti bastante lendo “a Estrada da Noite”. É uma leitura bem rápida, indico a todos que gostem de histórias de terror, mesmo que não sejam tão originais assim.


"Talvez fantasmas sempre assombrassem mentes, não lugares. Se quisesse dar um tiro nele, teria de virar o cano contra sua própria testa"

"Se o inferno fosse alguma coisa, seria conversa de rádio- e família."

2 comentários:

Mariana disse...

Eu adorei a leitura desse livro, com certeza ele é bem assustador, muito mais do que O Pacto.

Assim como você, fui ler sem muitas espectativas e me surpreendi, adoro quando isso acontece =)

Bjs
Mari
Psychobooks

Lola disse...

oi adorei este livro é uma leitura chocante, com pontos altos de amor e terror, acho .. ;)

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