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domingo, 18 de outubro de 2015



Minha primeira resenha no canal :) (vídeo em Inglês com legendas em Inglês e Português)



Sobre voltar a postar no blog e a criação de um canal no YouTube

segunda-feira, 12 de outubro de 2015


Sim, a minha última postagem neste blog foi há quase quatro anos. Isso é assustador! 
Muitas coisas aconteceram, porém ao mesmo tempo parece que foi mês passado que eu costumava fazer parcerias com editoras, resenhas literárias, promoções e sorteios. Era divertido.

Alguns motivos me fizeram parar, dentre eles a faculdade como principal, seria muito difícil conciliar leituras, estudo, trabalhos e o blog. Mas eu continuei lendo, algumas vezes muito, outras pouco. Não sou uma leitora muito organizada.

Ultimamente venho sentindo muita falta de ter um espaço de expressão criativa. Só consumir conteúdo é maravilhoso, mas também sinto a necessidade de me expressar sobre as coisas que gosto, criar e compartilhar conteúdo.  Decidi que vou voltar a postar aqui no blog, desta vez não apenas sobre livros, quero falar sobre filmes, séries, aprendizado de Inglês, e tudo o mais que eu possa achar interessante de compartilhar.

Eu também criei um canal no YouTube. Tenho vontade de fazer isso há muito tempo e nunca tive coragem, ontem eu gravei um vídeo e ele não ficou exatamente como eu queria, mas postei assim mesmo, porque percebi que dificilmente ficaria como eu imaginava. Como quase não tenho inscritos, esse é o momento de errar bastante pra treinar J 

O vídeo está em Inglês (com legendas em Português), porque acho que pode ser uma boa maneira pra eu praticar a idioma. Minha ideia é postar vídeos em Inglês e Português, e tentar colocar legendas (o que é mais difícil do que eu havia imaginado).


É isso por enquanto,  não sei se alguém vai ler essa postagem, mas se você estiver lendo essa postagem e se interessar pelos assuntos que vou abordar no meu canal, dê uma passadinha lá e se inscreva por obséquio :D


Resenha de "Identidade Roubada"

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sinopse:
Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado.

Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando.

Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.

Construído de maneira extremamente original, Identidade roubada é o relato visceral que Annie faz à sua terapeuta dos 365 dias em que ficou à mercê do homem a quem chamava de Maníaco.

As memórias que vêm à luz ao longo de 26 sessões de análise são intercaladas com a história de sua vida desde que conseguiu escapar do chalé: a luta para superar seus medos e se reencontrar, a investigação policial para descobrir a identidade do sequestrador e a sensação perturbadora de que seu martírio ainda não acabou.

Em sua estreia, Chevy Stevens cria uma heroína inesquecível que, depois de sobreviver a uma experiência devastadora, precisa descobrir a verdade para se libertar.

Surpreendente e avassalador desde a primeira página, este thriller psicológico entrou na lista de mais vendidos do The New York Times e foi finalista dos conceituados prêmios Arthur Ellis e International Thriller of the Year.


 Após ter lido a sinopse do livro, eu já esperava uma história pesada. Mas não imaginei que seria contada com tanto realismo e que mexeria tanto comigo da maneira que mexeu. Eu fiquei tão centrada no livro que não parava de pensar nele no trabalho, na faculdade; em casa contei para todos, em detalhes, ficaram quase tão abismados como eu.

 Não vou falar sobre o que acontece no livro, a sinopse já conta bastante e tem várias resenhas por aí que fazem o mesmo. Mas posso dizer que a maioria dos fatos vai se sucedendo de maneira convincente no decorrer dos acontecimentos e que é impossível se sentir indiferente com todas as barbaridades que Annie sofre. Li o livro inteiro com um nó na garganta e, no fim, não consegui não chorar.

 Mesmo sendo um ótimo livro, consegui achar alguns pequenos defeitos em “Identidade Roubada”. Como, por exemplo, a quantidade de palavrões, isso me incomodou um pouco, mas não chegou a comprometer a leitura. Outro fator que eu estranhei foi a revelação no desfecho da história, mas depois acabei me acostumando.

 Mesmo sendo um livro tão intenso e chocante, a leitura se torna muito rápida, pois ficamos ansiosos para descobrir logo o mistério da história. E a mensagem que, no fim, o livro transmite é lindíssima.

Resenha de "A vida em tons de cinza"

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sinopse: 1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias. 

"No auge do inverno, finalmente percebi que dentro de mim havia um verão invencível." - Albert Camus


 “A vida em tons de cinza” é narrado em primeira pessoa pela personagem principal, Lina Vilkas, uma lituana de apenas 15 anos. Com um imenso talento artístico, Lina é obrigada a abandonar todos os seus sonhos e planos e acompanhar sua mãe, seu irmão e vários outros lituanos em uma viagem de trem, em condições extremamente precárias, destino a um dos gulags soviéticos na Sibéria. Lá eles passam fome, frio e cansaço, além de serem incessantemente humilhados pelos soldados da NKVD, a polícia comunista.

 São inúmeras as passagens “pesadas” deste livro, como quando um soldado soviético atira na boneca de uma menina e ela fica tão chocada que não para de falar que a boneca morreu. Isso para não citar várias outras situações piores aqui nesta resenha. Mesmo com tudo isso, é impressionante notar como a maioria das pessoas conseguiu se manter forte e ajudar umas às outras. No book trailer, a autora sugere nos questionemos se teríamos sobrevivido a tantas provações; eu assisti depois de ler o livro e mesmo assim foi o que fiz durante toda a leitura, imaginei se eu faria parte das pessoas que suportaram tudo com muita força de vontade ou das pessoas que deixaram o medo e o sofrimento falarem mais alto. Sinceramente, ainda não cheguei a uma resposta.
 Confesso que eu não fazia ideia do quão horrível e devastador havia sido o “reinado” de Stalin, eu tinha uma vaga noção, mas não sabia que seu regime havia matado mais 20 milhões de pessoas. Estamos acostumados a ouvir histórias sobre Hitler e suas barbaridades, mas esta é uma história poucas vezes comentada. Este foi um dos aspectos que mais me agradaram na leitura, me trouxe um conhecimento que eu não tinha e desde que terminei de ler o livro comecei a pesquisar mais sobre o assunto e não paro de me assombrar com tantas atrocidades.
 Lina é uma personagem muito bem construída, com opiniões fortes e muita determinação. Consegui criar uma empatia muito intensa com ela, talvez pelo fato de ela ter a mesma faixa etária que eu, e estar passando por essa fase onde estamos cheios de metas e planos para o futuro. Em meio a tantos percalços ela até vive um romance, um fator que torna o livro ainda mais bonito e emocionante.

 Mesmo com uma história tão intensa, é uma leitura muito rápida. O trabalho editorial foi excelente, o livro é lindo. 

 “A vida em tons de cinza” é muito mais do que um livro triste, é a história de um povo corajoso e cheio de esperança, que não se deixou abater e que, como diz a autora, nos mostrou que o amor é a mais poderosa das armas.


Book trailer (sugiro que assistam este lindo relato da autora, só o vídeo já emociona).

Resenha e Promoção de "Cântico de Natal"

sábado, 10 de dezembro de 2011

Os historiadores de literatura consideram Charles Dickens uma figura proeminente no romance inglês do século XIX, chegando mesmo alguns a apontá-lo como o maior romancista que a Inglaterra já produziu. Sua obra, impregnada de mistério, é aparentada com o romance gótico e constitui um vasto painel melodramático da Londres industrial de 1830-1850. Entre romances e contos, Dickens escreveu várias obras-primas. Sua postura essencialmente sentimental expressou-se com muita nnitidez em seus contos de Natal. Cântico de Natal (1843) é quase um conto de fadas, tornou-se parte integrante da mitologia natalina anglo-saxônica. Outro texto de Dickens sobre a mesma temática é Os Carrilhões (1845), incluído neste volume. 

Ficha Técnica:
Escrito por: Charles Dickens 
ISBN:8572322922  
Formato:11,5x18 
Nº de Páginas:184

               "Pretendi, neste pequeno livro fantástico, evocar o fantasma duma idéia que não porá mal-humorados os meus leitores nem com eles próprios, nem uns com os outros, nem com a estação do ano, nem comigo. Que ela possa assombrar as suas casas agradavelmente e que ninguém deseje expulsá-la de lá.
                                     Seu fiel servidor e amigo
                                                                             C.D"

Nesta bela fábula natalina, Charles Dickens nos apresenta Ebenezer Srooge, um homem extremamente avarento e taciturno, que só se preocupa em ganhar dinheiro e não mantém relação afetiva com pessoa alguma. Consequentemente, ele detesta o natal, acha tudo uma grande tolice (termo que ele usa diversas vezes no livro) e não entende como pessoas tão pobres podem gostar tanto deste feriado.
  Nossa história começa precisamente na véspera desta data tão desprezada por Scrooge e tão esperada pela maioria das pessoas. Nesta noite ele recebe a visita de seu falecido sócio, Marley, que o alerta sobre o arrependimento que o espera se ele continuar levando a vida desta maneira. Ele também o avisa que irá receber a visita de outras três entidades, o espírito do natal passado, o do presente e o do futuro. Isso de fato acontece para o espanto de Scrooge que não será mais o mesmo depois desta noite, que o proporcionará uma preciosa aprendizagem e muitas mudanças em suas atitudes. 


 (Scrooge recebe a visita de Marley)

Toda essa viagem pelo passado, futuro e presente me fez refletir bastante, eu relacionava tudo a minha própria vida e viajava junto com o personagem. É muito interessante notar a mudança na personalidade de Srooge no decorrer de sua vida, como foi deixando de dar atenção a coisas que antes eram de muita importância para ele. Essa idéia de tornar o personagem o telespectador de sua própria vida foi fantástica, já pensou como seria se pudéssemos assistir a nós mesmos fazendo as mais diversas burradas? 





                "-A conduta de um homem pode fazer prever o seu fim - disse Srooge -, mas se ele muda de vida, também o seu fim não será modificado?"



 (Srooge recebe a visita do sinistro espírito do futuro)

Adorei a narrativa de Dickens neste conto, ele cria um diálogo e uma intimidade com o leitor de uma maneira muito bacana. Além de tudo acontecer de uma maneira bem ágil e muito bem-humorada. Acredito que todos devem ler esta obra, principalmente nesta época do ano, quando fazemos tantos planos para o futuro. É uma ótima oportunidade para refletirmos sobre nossas atitudes e sobre o rumo que estamos dando às nossas próprias vidas.


 

“Cântico de Natal” é um grande clássico da literatura universal. Já foi adaptado para o cinema, desenhos, musicais e até óperas diversas vezes. O único que conferia até agora foi “Os Fantasmas de Scrooge” uma animação estrelada por Jim Carrey, ficou bem fiel ao livro (na medida do possível) e muito engraçado. Recomendo muito, mas leiam o livro primeiro!







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